MONCIEL BUSCA NOVAS TECNOLOGIAS PARA SEUS CLIENTES AO REDOR DO MUNDO

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No último mês de maio/2014, tive o privilégio de viajar para República Popular da China, visitando a feira de elevador e escada rolante, WEE – EXPO/2014, que aconteceu em Guangzhou no sul do país, que é a capital e maior cidade da província de Guangdon.

Já tive a oportunidade de visitar outras feiras do segmento de elevadores pelo mundo, como a NAEC – National Association of Elevator e Contractors, nos Estados Unidos em Chicago, INTERLIFT na Alemanha em Augsburg e INTERLIFT em Milão na Itália. Seguramente a WEE – EXPO 2014 na China, pelo que pude presenciar, foi a maior e mais completa que tive a felicidade de conhecer.

A feira faz jus aos números superlativos encontrados na Chia em todos os setores. Com 750 expositores, divididos em 09 pavilhões, sendo 05 de fornecedores de componentes e partes de elevadores e 04 de empresas com soluções completas, distribuídos pelos 338.000 m2 de área coberta existentes no complexo China Import and Export Fair.

As opções são das mais variadas possíveis com ofertas abundantes de produtos de qualidade a preços extremamente competitivos. Vale ressaltar que, como em todo lugar do mundo, no que se diz respeito à qualidade e preços, existem “produtos e produtos e empresas e empresas”. Ha de se tomar cuidado com relação a esta questão. No entanto, em minha opinião, qualquer empresa estabelecida em qualquer parte do mundo, e o Brasil não é exceção, deve e pode considerar a opção de se trabalhar com produtos fabricados na China.

A situação atual do mercado produtivo Chinês é distinta dos anos 90, onde seus produtos eram sinônimos de baixa qualidade, baixa durabilidade e baixa resistência.

Do ponto de vista do progresso técnico, pode-se verificar uma direção no desenvolvimento tecnológico. Como reflexo dessa direção, tem-se uma curva ascendente do depósito de patentes de residentes na China. Este aumento significativo de depósito de patente de residentes chineses, a partir de 1999, esta atrelado aos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento das empresas chinesas e da geração de conhecimento protegido na forma de patentes pelas universidades e institutos de pesquisas chinesas.

Dentro da estratégia chinesa, o investimento direto externo tem contribuído para a capacitação de empresas chinesas. Atualmente, as empresas chinesas estão exportando produtos de média e alta intensidade tecnológica e com produtos extremamente competitivos.

A China apresenta elevadas taxas de crescimento econômico nestas últimas décadas com taxas superiores a 6% a.a. Este resultado deve-se a uma estratégia de desenvolvimento de nação e a implementação de ações que tem promovido o aumento da participação chinesa no comércio internacional e no desenvolvimento tecnológico. Até os anos 1970, o Produto Interno Bruto chinês era baseado em produtos de baixo valor adicionado. Atualmente, a base de produção chinesa tem-se pautado por produtos com intensivo em conhecimento embarcado.

As razões para esta mudança estrutural são inúmeras, mas destaca-se uma mão de obra altamente produtiva, qualificada e abundante, capacidade de aprendizado, desenvolvimento e absorção de novos conhecimentos, atrelados a um sistema tributário simplificado e descomplicado, bem como investimentos governamentais e privados maciços com foco em uma economia de escala que produz abundantemente gerando uma amortização dos investimentos em tempo recorde.

Por estas e outras razões, esta claro que o grande dragão asiático não pode e não deve ser desprezado. Ao contrário, pela sua força e consistência, é melhor nos unirmos a ele ao invés de tentar combatê-lo.

Max Santos

Diretor

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